Um homem precisou ser resgatado pelo Corpo de Bombeiros após ficar preso dentro da carroceria de um caminhão de lixo em São Francisco, nos Estados Unidos. A operação de salvamento durou duas horas e acabou deixando um bombeiro ferido.
Descoberta pelo motorista
O incidente veio à tona quando o motorista do veículo de coleta ouviu pedidos de socorro vindos do interior do compartimento de carga. O funcionário da empresa Recology havia acabado de acionar a função compactadora quando percebeu os barulhos estranhos.
Imediatamente, o trabalhador desligou o maquinário e foi verificar o que estava acontecendo. Ao abrir uma das portas laterais, ele escutou a voz da vítima e conseguiu conversar com ela antes de acionar o serviço de emergência 911.
Operação complexa de resgate
Para alcançar o homem que estava soterrado no fundo do veículo, os bombeiros utilizaram um espeto coletor para remover os sacos de detritos um a um. Antes da liberação completa do corpo, os paramédicos conseguiram acessar um dos braços da vítima para aplicar fluidos intravenosos.
De acordo com um representante do Corpo de Bombeiros de São Francisco, o pior cenário evitado foi o esmagamento pelo compactador. Além disso, havia perigos significativos de exposição a objetos cortantes, lixo hospitalar ou substâncias tóxicas descartadas incorretamente.
Estado de saúde e motivação
Após duas horas de trabalho intenso, a equipe conseguiu retirar o homem com vida e o encaminhou de ambulância para um hospital da região. Embora o estado clínico exato não tenha sido revelado, ele estava consciente ao ser colocado na maca.
As autoridades não confirmaram oficialmente a motivação da vítima, mas um porta-voz dos bombeiros declarou em coletiva de imprensa que ele provavelmente estava procurando comida ou objetos de valor.
O fenômeno do “dumpster diving”
O caso ocorreu no início de setembro. No estado da Califórnia, a prática conhecida como “dumpster diving” [“mergulho na lixeira”] é permitida em áreas públicas, mas é proibida em propriedades e veículos particulares.
Historicamente ligada a populações em extrema vulnerabilidade ou situação de rua, a atividade ganhou nova roupagem recentemente. Criadores de conteúdo passaram a filmar suas buscas em lixeiras para as redes sociais, revelando desde eletrônicos e cosméticos caros até abordagens policiais.










