Com 99,3% das seções apuradas no primeiro turno, o pleito presidencial brasileiro marcou o maior índice de ausência já documentado pela Justiça Eleitoral. Um total de 33,1 milhões de cidadãos optou por não comparecer aos locais de votação, o que equivale a 21,07% de toda a base apta a votar no país.
Crescimento em relação a 2022 O patamar atual ultrapassou o recorde estabelecido na disputa anterior, realizada em 2022. Naquela ocasião, 20,79% dos eleitores faltaram à votação, totalizando 32,7 milhões de pessoas ausentes.
Votos inválidos e variação regional Além da alta na abstenção, os votos inválidos, que englobam as escolhas em branco e nulas, alcançaram 4,77% do escrutínio para presidente, superando os 4,25% computados quatro anos antes.
O perfil geográfico da ausência As estatísticas mostram diferenças expressivas entre os estados. Os maiores percentuais de faltosos foram contabilizados em Mato Grosso do Sul (23,87%), Rio de Janeiro (23,32%), Minas Gerais (22,79%) e São Paulo (22,54%).
Menores taxas pelo país Em contrapartida, as menores proporções de ausência de eleitores ocorreram nas regiões Nordeste e Norte. Os estados com menor índice de faltas foram Ceará (15,52%), Roraima (17,12%), Piauí (17,16%) e Sergipe (17,30%).
O avanço contínuo da abstenção e dos sufrágios inválidos consolida uma tendência de distanciamento de parte significativa da população em relação aos pleitos presidenciais recentes.










