Uma antiga plantação de trigo abandonada no condado de Dorset, na Inglaterra, foi completamente transformada em uma reserva ambiental com mais de 101 mil árvores plantadas por iniciativa do guitarrista da banda de rock britânica Queen, que também é doutor em astrofísica pelo Imperial College London e ativista ambiental.
A compra da fazenda e o início do projeto
A propriedade de 63 hectares foi adquirida em 2012 por meio do instituto “Save Me: Giving Wild Animals a Voice” (“Salve-me: Dando Voz aos Animais Silvestres”), fundado pelo músico. Em fevereiro do ano seguinte, o artista articulou o planejamento de reflorestamento junto à empresa UPM Tilhill, apresentando a proposta para os moradores da vila Bere Regis em audiências públicas.
Em 28 de setembro de 2013, o espaço foi oficialmente aberto à comunidade e o próprio idealizador plantou o primeiro carvalho nativo no local. Em seu blog pessoal, o artista registrou suas impressões sobre o evento inicial: “O local estava lotado. Recebemos comentários ótimos, boas ideias e o sentimento de uma comunidade avançando com um projeto novo e animador. Eu mesmo estou muito animado.”
O guitarrista também destacou um momento marcante da inauguração: “Acho que minha memória favorita [da inauguração] é de uma pequena garotinha vestida de roxo, que veio até mim depois e disse: ‘Obrigada por fazer o que você está fazendo’”.
Protocolo sustentável e retorno da fauna
Batizada de May’s Wood, a área seguiu um rigoroso protocolo ecológico para garantir o desenvolvimento saudável da vegetação e o retorno seguro da fauna silvestre. “Meu desejo é que, aconselhados por experts que trabalham nesta região há gerações, nós consigamos evoluir nossa forma de cuidar das florestas”, escreveu. “Mais humanamente, sem abates, sem pesticidas ou herbicidas e, é claro, sem caça recreativa.”
Dez anos após o início do projeto, a região passou a contar não apenas com árvores adultas, mas também com arbustos, flores silvestres e campos de trevos. Com a recuperação ambiental, espécies de animais nativos retornaram para ocupar o habitat, utilizando o espaço como corredor ecológico para circulação entre diferentes áreas verdes.
Enquanto as zonas de preservação restrita abrigam a vida selvagem, as áreas abertas ao público permitem que os moradores locais desfrutem da natureza, caminhem com animais de estimação e aproveitem a paisagem regenerada.










