O primeiro-ministro do Iraque, Ali al-Zaidi, afirmou que o país não será utilizado para atacar vizinhos da região após os Estados Unidos retirarem tropas do território iraquiano. A declaração aconteceu nesta quinta-feira (1º/10), um dia após a saída definitiva das forças estrangeiras.

Conquistas da soberania nacional

Durante pronunciamento oficial no Dia da Soberania — data criada para celebrar o encerramento da missão militar estrangeira —, o chefe de governo destacou que o país retomou o controle sobre pontos cruciais de sua autonomia política e territorial.

“[Entre eles] o fim da presença de qualquer oposição armada estrangeira no território iraquiano, e a proibição de usar o Iraque como ponto de partida para ataques contra países vizinhos”, disse al-Zaidi.

Fim de 12 anos de presença militar

As últimas tropas dos Estados Unidos deixaram o Iraque na quarta-feira (30/9), marcando o encerramento de uma ocupação que durou cerca de 12 anos ininterruptos. Os militares norte-americanos estavam no país desde 2014, liderando uma coalizão internacional contra o avanço do Estado Islâmico (ISIS). Anteriormente, os EUA também haviam ocupado a nação entre 2003 e 2011, no contexto da Guerra no Iraque.

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Desafios com milícias locais

A manifestação pública do premier surge para amenizar receios globais sobre a estabilidade regional e a crescente influência de facções locais alinhadas a Teerã. Conforme o pacto bilateral estabelecido com Washington em 2024, Bagdá assumiu o compromisso de desativar grupos armados e integrar seus membros às forças de segurança oficiais.

Apesar da adesão de algumas facções, o governo enfrenta resistência considerável na execução integral da medida. A Resistência Islâmica do Iraque (IRI), uma aliança de milícias xiitas estimada entre 50 mil e 70 mil combatentes, já rejeitou publicamente a entrega de seus armamentos ao Estado.