O advogado-geral da União, Jorge Messias, usou as redes sociais neste domingo (27) para manifestar repúdio aos ataques desferidos pelo candidato à Presidência Flávio Bolsonaro contra a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Evitando mencionar expressamente a expressão “fake news”, o ministro apontou que a instituição religiosa vem sendo alvo de agressões injustificadas na corrida eleitoral.
Defesa do Estado laico e princípios de fé H2 O representante do governo federal argumentou que o princípio do Estado laico exige proteção integral à liberdade de crença, destacando que o poder público não deve interferir na fé dos cidadãos. Identificado como evangélico, Messias pontuou que preza pela diversidade religiosa e recorreu a ensinamentos bíblicos para criticar a manipulação da verdade na política.
“Deus espera de nós um amor que liberta: um amor dirigido a Jesus acima de todas as coisas, nascido espontaneamente no coração. Como está escrito: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração” (Mateus 22:37). Trata-se de uma escolha livre, não de coerção — uma liberdade que pertence a todos”, declarou o AGU.
Origem do embate político H2 A reação do governo ocorreu na sequência de declarações dadas por Flávio Bolsonaro durante um comício realizado em Goiânia (GO) no mesmo dia. O postulante ao cargo máximo do Executivo culpou integrantes da CNBB por supostamente colaborarem na propagação de boatos sobre a suposta remoção de Nossa Senhora Aparecida do posto de Padroeira do Brasil.
O candidato criticou o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), por autorizar a circulação de postagens sobre o tema e prometeu acionar a Justiça para responsabilizar os envolvidos na disseminação de conteúdo enganoso.
“O PT, eu sei hoje, já estava há alguns dias tentando levantar essa fake news. Conseguiu com a ajuda de gente dentro da CNBB, infelizmente essa é a realidade. O que aconteceu ali foi quase que automaticamente uma disseminação dessa fake news, só que rapidamente se reverteu porque a verdade está do nosso lado”, afirmou o político no evento público.
Posicionamento da Igreja Católica H2 Em resposta às acusações recebidas, a CNBB publicou um comunicado oficial negando qualquer envolvimento na criação ou repasse de informações inverídicas relacionadas ao pleito. A entidade episcopal reforçou que mantém total independência em relação a siglas partidárias e campanhas eleitoras.
“A mentira não se combate com outra mentira”, cravou a nota da instituição, pontuando que acusações infundadas prejudicam a imagem da organização perante a sociedade brasileira.










