O vice-presidente da China, Han Zheng, utilizou seu pronunciamento na Assembleia Geral das Nações Unidas neste sábado (26) para promover um conjunto de quatro propostas estratégicas lançadas pelo presidente Xi Jinping. As diretrizes abrangem as áreas de desenvolvimento, segurança, civilização e governança global, sendo apresentadas por Han como ferramentas para consolidar o multilateralismo e intensificar as parcerias internacionais.

Posição sobre crises internacionais e conflitos

Durante a sessão dedicada aos conflitos mundiais, o representante chinês enfatizou que o governo de seu país rechaça qualquer postura associada à Guerra Fria. No tema palestino, Pequim reiterou o endosso à criação de dois Estados e o suporte financeiro e logístico para reestruturar a Faixa de Gaza. Em relação ao Leste Europeu, o dirigente garantiu que a nação asiática persiste na busca por vias diplomáticas para encerrar o embate, seguindo as orientações estabelecidas por Xi.

Defesa do diálogo e rejeição a ações unilaterais

Han argumentou que a política externa de seu país prioriza uma arquitetura de segurança coletiva, integrada, baseada no entendimento mútuo e na sustentabilidade, combatendo divisões em blocos geopolíticos.

O líder chinês pontuou que desavenças precisam ser solucionadas por meio de conversas e negociações pacíficas, repudiando operações militares individuais que desrespeitem os princípios fundamentais da Carta da ONU ou que prescindam do aval do Conselho de Segurança. Na visão dele, as grandes potências possuem o dever primordial de zelar pela estabilidade geopolítica mundial.

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Ao abordar novamente os desdobramentos na Ucrânia, Han sinalizou que o governo chinês continuará atuando em prol de um arranjo diplomático. O político destacou o imperativo de blindar a economia mundial contra turbulências, assegurando a continuidade logística nas redes de suprimentos e a proteção das trocas comerciais internacionais.