O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta sexta-feira (25/9) que o esquema ilícito ligado ao Banco Master teve capacidade para “corromper todo mundo”. A fala ocorreu em São Paulo durante um evento que reuniu 686 líderes empresariais de vários setores produtivos nacionais.
Demandas por reformas institucionais Enquanto discursava sobre a urgência de implementar alterações estruturais no sistema político e no Judiciário brasileiro, o mandatário criticou duramente os envolvidos nas fraudes investigadas.
“Eu, sinceramente, nunca imaginei estar vivo para ver uma podridão como essa. Mas é o que está acontecendo. Esse [Daniel] Vorcaro [ex-dono do Banco Master] devia ser um malandro, mesmo. Porque esse cara conseguiu corromper todo mundo. O que ele não corrompeu com dinheiro, corrompeu com orgia”, afirmou o presidente.
O chefe do Executivo federal reforçou ainda a necessidade de responsabilização severa para todos os implicados nos crimes apurados, independentemente de posições de poder ou influência.
“Não tem [ninguém] ‘importante’. Errou, pagou”, completou.
Debate sobre o Supremo Tribunal Federal Antes das críticas ao setor financeiro, o político abordou a necessidade de repensar o modelo atual de seleção para os magistrados do Supremo Tribunal Federal, levantando o debate sobre a criação de mandatos fixos para a Corte.
“Como é que a gente vai escolher ministro da Suprema Corte? Ele vai ter mandato perpétuo ou vai ter um mandato? Eu não vou saber como e não vou decidir sozinho, mas eu acho que a sociedade vai ter que se manifestar porque o que está acontecendo não é bom para o país”, declarou.
Agenda econômica e presença de autoridades A pauta do encontro também abrangeu discussões estratégicas sobre política industrial, inteligência artificial, mineração de terras raras e acordos comerciais internacionais do Brasil.
O evento contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin e de ministros de Estado, como Dario Durigan, da Fazenda. Nomes de peso do empresariado nacional, a exemplo de Joesley Batista, da J&F, Milton Maluhy Filho, do Banco Itaú, e Gustavo Pimenta, da Vale, além de lideranças políticas como Fernando Haddad e Marina Silva, também acompanharam os discursos.










