Candidato a deputado estadual por Maringá apresenta proposta de ampliar para o Paraná políticas públicas de proteção animal; em Engenheiro Beltrão, Renatinho e Claudineia defendem maior representatividade para a causa

A proteção e o bem-estar animal vêm ganhando espaço no debate sobre políticas públicas no Paraná. Entre os candidatos que apresentam a causa como uma das principais bandeiras de atuação está Flávio Mantovani, de Maringá, advogado, vereador e ativista da causa animal, que disputa uma vaga de deputado estadual.

A proposta apresentada por Mantovani parte de uma experiência construída ao longo de anos de atuação em Maringá. Segundo informações divulgadas em seu plano de trabalho, a ideia é levar para outros municípios paranaenses mecanismos que já foram implantados ou aprovados na cidade, estruturando a proteção animal por meio de legislação, fiscalização, castração, educação e atendimento público.

Entre os pontos apresentados está a criação ou fortalecimento de Conselhos Municipais de Proteção Animal, legislação específica contra maus-tratos, programas permanentes de castração, ações de educação e conscientização sobre guarda responsável e estruturas públicas de atendimento veterinário e acolhimento.

Experiência construída em Maringá

A atuação de Mantovani na área não se limita às propostas de campanha. De acordo com registros da Câmara Municipal de Maringá, ele é ativista da causa animal e membro fundador da Comissão de Defesa dos Animais da OAB Maringá.

Entre as iniciativas relacionadas ao seu trabalho legislativo estão medidas voltadas ao controle populacional de cães e gatos, banco de ração e utensílios, valorização dos protetores de animais, combate aos maus-tratos e ampliação das possibilidades de adoção.

Um dos exemplos mais recentes é a Lei Municipal nº 12.046/2025, de autoria de Mantovani, que reconhece e estabelece regras de proteção e manejo dos chamados animais comunitários. A legislação prevê identificação, cadastro, castração, vacinação e vermifugação desses animais, além de estabelecer mecanismos para sua proteção.

Outro eixo de sua atuação está no combate aos maus-tratos. Em 2025, Maringá aprovou legislação que estabelece sanções administrativas para essas situações, enquanto outras iniciativas de sua autoria trataram de temas como proibição de animais acorrentados e criação de mecanismos permanentes de controle populacional.

A experiência também foi transformada em conteúdo para orientar outros municípios. Em março de 2026, Mantovani lançou o livro “De Protetor a Legislador – Como transformar a causa animal em política pública”, obra voltada à criação e implementação de políticas públicas para a proteção animal. A proposta do livro é apresentar caminhos jurídicos e administrativos para que gestores, vereadores, organizações e protetores possam estruturar ações permanentes.

A causa animal também encontra apoio em Engenheiro Beltrão

Em Engenheiro Beltrão, a candidatura de Mantovani conta com o apoio de dois nomes que possuem ligação com a defesa e a mobilização em torno da causa animal: Renato Vitor da Silva – o Renatinho e Claudineia Kraviski da Silva.

Renatinho, comerciante do município e ativista político, integra o grupo de apoiadores que acompanha a proposta apresentada por Mantovani e vê na candidatura uma possibilidade de ampliar o espaço destinado à proteção animal nas políticas públicas.

Ao lado dele está Claudineia, que atua diretamente na defesa dos animais e possui participação ativa no setor. Para ela, a discussão sobre a causa precisa avançar para além das ações emergenciais, envolvendo também prevenção, castração, atendimento veterinário, fiscalização e conscientização da população.

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A aproximação dos dois apoiadores com Mantovani tem como objetivo, segundo eles, contribuir para que Engenheiro Beltrão também avance na construção de políticas voltadas aos animais, aproveitando a experiência acumulada em outros municípios.

A expectativa manifestada pelo grupo é de que uma eventual eleição de Mantovani para a Assembleia Legislativa possa ampliar a representação política dos protetores e abrir espaço para a discussão de programas e legislações que possam ser adaptados à realidade dos municípios do interior.

De ações isoladas para políticas permanentes

A proposta defendida por Mantovani coloca justamente essa mudança de perspectiva como um dos principais desafios da causa animal: transformar o trabalho dos protetores, organizações e voluntários em políticas públicas estruturadas.

O modelo apresentado pelo candidato reúne cinco frentes principais: conselho municipal de proteção animal, legislação contra maus-tratos, castração permanente, educação e conscientização e estrutura pública de atendimento.

Em Maringá, registros legislativos apontam dezenas de leis relacionadas ao bem-estar animal aprovadas entre 2017 e 2026, abrangendo temas como maus-tratos, controle populacional, animais comunitários, adoção, alimentação de animais abandonados e proteção de animais utilizados em atividades de exploração.

Para os apoiadores de Engenheiro Beltrão, o desafio agora é fazer com que essa discussão também chegue aos municípios menores, onde muitas vezes a atuação dos protetores depende principalmente de iniciativas voluntárias.

É nesse ponto que Renatinho e Claudineia afirmam enxergar na candidatura de Flávio Mantovani uma possibilidade de ampliar o debate e buscar maior representatividade para quem trabalha diariamente pela proteção dos animais.

Mais do que uma pauta eleitoral, a discussão coloca em evidência uma questão que envolve saúde pública, responsabilidade, educação, controle populacional, combate aos maus-tratos e participação da comunidade — temas que podem fazer parte de uma agenda permanente de proteção animal nos municípios paranaenses.