A equipe jurídica responsável pela candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolou cinco novas representações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O alvo das ações são as peças publicitárias transmitidas no rádio e na televisão pelo senador Flávio Bolsonaro, concorrente do PL à Presidência da República.

Críticas à segurança pública e o embasamento jurídico

Um dos processos tem como foco um programa televisivo que exibe relatos de cidadãos comuns reclamando de criminalidade, assaltos e impunidade, ligando diretamente tais mazelas à gestão petista e ao próprio presidente.

No entendimento da equipe jurídica do petista, a peça publicitária comete desvios graves ao tentar generalizar cenários complexos do país.

A defesa do petista afirma que “ao abarcar generalizações, a propaganda abandona o campo da crítica política e passa a atribuir como fato uma condição econômica comum a todos os brasileiros, desconsiderando a diversidade das realidades sociais, regionais e econômicas existentes”.

Os advogados argumentam que o material compromete o discernimento do eleitorado brasileiro por meio de distorções.

“Trata-se, portanto, de generalização apta a induzir o eleitorado a uma percepção distorcida da realidade, ultrapassando os limites da manifestação crítica legítima”, diz a peça.

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Falhas formais e acusações econômicas na mira

Além do conteúdo crítico, a representação aponta um erro de ordem formal no material de campanha veiculado. De acordo com os advogados, a propaganda falha ao omitir o nome do candidato a vice-presidente da chapa, Alfredo Gaspar (PL).

Outros pontos abordados pelas ações no tribunal envolvem mensagens que culpam a atual gestão federal por provocar um “rombo nas estatais” e por supostas falhas no enfrentamento à fome no território nacional.

Pedidos judiciais protocolados

Diante das supostas infrações às normativas eleitorais, a coligação do atual presidente exige a paralisação urgente da veiculação dos comerciais. Além da suspensão, os representantes jurídicos solicitam a concessão de direito de resposta e a imposição de multas à coligação adversária.