Na semana passada, durante uma consulta agendada no Centro Universitário Integrado em Campo Mourão, na Unidade Veterinária, uma cena que já vem acontecendo rotineiramente, foi registrada pela nossa equipe, quando uma mulher, da cidade de Engenheiro Beltrão, que havia agendado uma consulta na localidade, foi destratada por uma secretária com características exóticas e que não mediu palavras para combater os questionamentos da mulher, cliente no local.

O caso iniciou pelo mau atendimento de forma grosseira com que a moça já vinha anteriormente apresentando por telefone, de acordo com a vítima, que sempre frisava, que com uma outra funcionária que havia sido desligada, era sempre bem atendida e tinha seus questionamentos respondidos com maestria – diferente da atual
Porém, na terça-feira (21), ela tinha uma consulta agendada na unidade para as 16 horas e ao questionar à atendente sobre a demora no atendimento, ela alega que foi ironizada pela profissional e, como se não bastasse, uma outra integrante da unidade veio receber a mulher e a paciente – uma cachorrinha de porte pequeno, indagando se não tinha problemas para a mulher, o atendimento ser realizado por um estudante de medicina veterinária.
De imediato a mulher negou, afinal o caso da paciente (cachorrinha) era algo que precisava de um médico veterinário, pois já havia sido feito uma cirurgia de remoção de cadeia mamária e tumor cancerígeno, e seria importante o aval e o acompanhamento de um médico veterinário, e, de preferência o mesmo que a atendia.
A profissional tentou esclarecer, explicando que no momento as salas estavam lotadas e oferecendo o serviço de estágio a alunos do curso de veterinária, e nisso, disse que iria procurar a médica que havia feito o atendimento anterior, mas colocou um certo sarcasmo na conversa que teve de forma abrupta e de pouca educação, novamente a participação da secretária.
A mulher em visível estado de nervo, debateu e falou inclusive da forma com que estava sendo atendida e a secretária, ao invés de se recompor e entender que o bom atendimento que sempre foi praticado por sua antecessora fazia diferença, destratou a mulher, sendo ríspida e irônica ao ponto de dizer que se ela não estava satisfeita com o atendimento, que fosse embora, além disso, questionou; quem era ela para estar debatendo no local com ela.
Diante da situação, a mulher preferiu deixar a unidade em lágrimas e com seu sistema nervoso alterado.
O caso prejudicou ainda mais a mulher, que é portadora de fibromialgia, ao ponto dela ter que ser medicada as pressas pelas constantes crises emocionais que ela teve ao ser maltratada num local que antes só recebera elogios.
Ela relatou que vai procurar a direção do Centro Universitário em momento oportuno para alertar que a Unidade precisa voltar a contar com profissionais engajados em manter a hegemonia do Centro Universitário Integrado em fazer diferença na vida tanto dos seres humanos, quanto dos animais.
A cachorrinha infelizmente encontra-se desassistida clinicamente, até que a mulher encontre uma clínica que possa continuar o atendimento.
“Minha cachorrinha tem câncer, já foi removida uma cadeia mamária e o útero e agora precisa remover a outra cadeia e tratar ela de forma assistida. O caso me assustou de forma em que eu não consigo entender como um Centro Universitário como o Integrado contrata esse tipo de profissional para ser o cartão de visitas da unidade”, desabafou a mulher.
A reportagem entrou em contato com o setor de ouvidoria do Centro Universitário por e-mail e recebeu em dois envios apenas o que prevê um protocolo de investigação, mas sem sanção alguma quanto à má conduta da funcionária, nem tão pouco um “feedback” à mulher sobre como ficou a situação da continuidade do tratamento ou não da cachorrinha.
Indagamos por e-mail ao setor se teriam um contato específico para que pudéssemos ligar. Afinal, no entendimento das respostas, o setor não explicou o procedimento tomado no caso, apenas reforçou o sistema de ouvidoria.
Perguntamos se os envolvidos foram ouvidos e se o caso com a mulher teve um “feedback” para ela, bem como se o tratamento seria reestabelecido ou o Centro Integrado apenas iria coletar a informação e pronto.
Em resposta, recebemos outro e-mail com a seguinte colocação enviada por um funcionário do setor:
Bom dia! Tudo bem?
Caso a manifestante tenha interesse em registrar uma demanda na Ouvidoria do Grupo Integrado ela pode encaminhar um e-mail para [email protected]
A manifestação precisa ser registrada pela manifestante, não tratamos demandas com terceiros devido a proteção de dados pessoais.
Permanecemos à disposição. Obrigado.
Atenciosamente,
Ouvidoria Grupo Integrado.










