A Polícia Civil de Engenheiro Beltrão, responsável pela Comarca formada também pelos municípios Quinta do Sol e Fênix, apurou um grave caso de violência doméstica registrado em Quinta do Sol nesta semana, quando uma mulher de 20 anos, foi vítima de cárcere privado, agressões físicas e ameaças praticadas pelo companheiro.
A Polícia Militar recebeu a denúncia da agressão e da gravidade do caso e cumpriu a prisão em flagrante do agressor no dia 20 – quarta-feira. O caso chegou à Depol de Engenheiro Beltrão e o Delegado Fabrício Ortolan deu sequência nos procedimentos.
De acordo com as investigações, a vítima permaneceu sob domínio do autor por vários dias, sendo submetida a agressões de extrema violência. Ela conseguiu pedir ajuda apenas quando o suspeito deixou a residência, sendo imediatamente encaminhada para atendimento médico. Em razão da gravidade dos ferimentos, precisou ser transferida para outra unidade hospitalar, em Campo Mourão, com suspeitas de fraturas inclusive.
Durante as diligências, equipes policiais localizaram na residência os objetos utilizados nas agressões. O suspeito de 22 anos, foi preso em flagrante pelos crimes de cárcere privado, ameaça e tortura qualificada no contexto de violência doméstica.
O caso foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, sendo decretada a prisão preventiva do investigado, onde se encontra à disposição da Justiça.
A pena pelos crimes de ameaça, cárcere privado, lesão corporal e tortura qualificada, somadas pode chegar a 20 anos de prisão.
O Delegado Fabrício falou com o Portal Expressão sobre a importância de efetuar denúncias em casos de ameaças, lesões, cárcere privado e tortura.
“Esse caso ainda que grave, a vítima está viva. É inadmissível não denunciar, não procurar a Polícia e usar os canais de denúncias como o próprio 190, 181, chamar por socorro a vizinhos entre outros meios de informar a Polícia. Homem que agride e tortura mulher é feminista, não tem caráter e se bate uma vez, vai bater sempre e o fim é as vezes até a morte da vítima. Então, nossa orientação é; denunciem”, reforçou o delegado.
Acompanhe o depoimento do delegado Fabrício em vídeo comentando o caso.